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Você realmente precisa dessa compra? Especialista alerta para armadilhas do consumo por impulso

Promoções, cupons, anúncios personalizados e ofertas relâmpago fazem parte da rotina de consumo ao longo de todo o ano. Com a facilidade das compras online ...

Você realmente precisa dessa compra? Especialista alerta para armadilhas do consumo por impulso
Você realmente precisa dessa compra? Especialista alerta para armadilhas do consumo por impulso (Foto: Reprodução)

Promoções, cupons, anúncios personalizados e ofertas relâmpago fazem parte da rotina de consumo ao longo de todo o ano. Com a facilidade das compras online e a força das estratégias de marketing digital, o consumidor é constantemente estimulado a comprar, muitas vezes mais rápido do que consegue refletir. Embora muitos consumidores busquem bons preços, cashback e programas de pontos, o comportamento de compra ainda é bastante variado. Uma parcela significativa acaba adquirindo produtos por impulso, enquanto outros tentam planejar melhor os gastos, acompanhar a variação de preços e avaliar se a compra realmente faz sentido dentro do orçamento. Para o consultor em vendas e marketing digital, professor doutor Sérgio Czajkowski Junior, o problema não está exatamente em comprar por impulso, mas em fazê-lo sem planejamento. “O ponto de atenção é a falta de recursos para arcar com a compra ou o chamado remorso pós-compra, quando o consumidor percebe que o produto não era realmente necessário ou não atendia por completo às suas reais necessidades”, explica o professor do UniCuritiba, instituição que integra a Ânima Educação. Segundo o especialista, a pesquisa de preços é uma das principais ferramentas para uma compra consciente, independentemente da época do ano. Acompanhar a dinâmica dos valores ao longo das semanas permite identificar se uma oferta é legítima ou se há aumento artificial seguido de desconto. Pesquisar evita que, por conta dos chamados gatilhos mentais, como urgência, escassez e medo de perder uma oportunidade, os consumidores acabem investindo um montante de recursos que poderia ter uma destinação mais sensata dentro do orçamento. Outro ponto fundamental é avaliar a própria situação financeira antes de realizar qualquer compra. Para Sérgio, estar com as contas em dia deve ser prioridade. “Antes de assumir um novo gasto, o ideal é quitar pendências, organizar as finanças e garantir que aquela compra não vai comprometer despesas essenciais”, orienta. Ele também recomenda que o consumidor pense nos compromissos financeiros futuros, como impostos, mensalidades, material escolar ou outros custos recorrentes. Reservar parte da renda para essas obrigações ajuda a evitar aperto nos meses seguintes e reduz a chance de endividamento. Após o processo de pesquisa e análise financeira, se o consumidor perceber que o item é realmente necessário ou representa um investimento - seja para o trabalho, os estudos ou a qualidade de vida -, pagar à vista tende a ser a melhor alternativa. “Essa decisão pode maximizar descontos, facilitar negociações e ainda gerar benefícios extras, como garantias estendidas ou condições especiais”, explica o professor. Para Sérgio Czajkowski Junior, consumo consciente não significa deixar de comprar, mas sim comprar melhor. “Quando o consumidor entende seus limites, pesquisa preços e avalia o real valor do que está adquirindo, ele passa a usar o dinheiro de forma mais estratégica, evitando arrependimentos e fortalecendo sua saúde financeira”, conclui.