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'Saiu da churrasqueira': juízes são vítimas de racismo durante live no PR de evento sobre igualdade de gênero

Presidente do TJ-PR fala sobre ataques racistas sofridos por juízes em evento online Dois juízes foram vítimas de ataques racistas durante uma transmissão d...

'Saiu da churrasqueira': juízes são vítimas de racismo durante live no PR de evento sobre igualdade de gênero
'Saiu da churrasqueira': juízes são vítimas de racismo durante live no PR de evento sobre igualdade de gênero (Foto: Reprodução)

Presidente do TJ-PR fala sobre ataques racistas sofridos por juízes em evento online Dois juízes foram vítimas de ataques racistas durante uma transmissão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) sobre igualdade de gênero. Um dos comentários investigados diz que um magistrado "saiu da churrasqueira". As vítimas foram Fábio Francisco Esteves, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e Franciele Pereira do Nascimento, juíza auxiliar da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Na quarta-feira (18), os dois participavam do Programa Paraná Lilás e da Apresentação do Programa Brasil Lilás, quando os comentários racistas foram escritos no chat da transmissão, que era feita via YouTube. O evento foi realizado em formato semipresencial, com transmissão ao vivo para escolas da rede estadual, e presencialmente no assentamento Pontal do Tigre, em Querência do Norte, no noroeste do Paraná. Os perfis que cometeram o crime têm nomes falsos, sendo que um deles usava nome e foto de Jeffrey Epstein - bilionário acusado de tráfico sexual de crianças e adolescentes, além de outros crimes. Confira os registros apurados pela RPC, afiliada da TV Globo, abaixo: Comentários racistas deixados na transmissão do TJ-PR. Reprodução Um dos perfis falsos usava nome de Jeffrey Epstein para realizar o ataque racista. Reprodução Leia também: Investimento de R$ 18 mil: Árvore 'ressuscitada' por empresária cresce galho de 1 metro Curitiba: Idoso acumulador é encontrado morto dentro de casa em chamas Investigação: Mulher é morta em bar de Cascavel após confusão sobre controle remoto e escolha de música Repúdio do tribunal e investigação da polícia 'Ato de ódio que exige resposta', diz presidente do TJ-PR sobre ataque racista A desembargadora Lidia Maejima, atual presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), usou o início da sessão plenária desta segunda-feira (23) para falar sobre o ataque racista. Assista a íntegra acima. "Que um ato de ódio tenha irrompido precisamente nesse espaço não é ironia, é uma afronta que exige resposta clara", disse a desembargadora. A magistrada usou o espaço na sessão para ressaltar a gravidade do crime, que é inafiançável e imprescritível. Além disso, destacou que o Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NISI) tenta identificar os autores. "Agredir um ser humano em um evento oficial não é apenas um atentado ao indivíduo, é uma afronta à Justiça e a todos que nela confiam. [...] O Tribunal de Justiça do Paraná não será conivente com o racismo", disse a desembargadora. O caso também é investigado pela Polícia Civil de Loanda, cidade do noroeste do Paraná que fica a 28 quilômetros de Querência do Norte, onde a transmissão foi realizada presencialmente. Ao g1, a polícia enviou uma nota informando que "realiza as diligências necessárias para o esclarecimento do ocorrido". Também em nota, o STF e o CNJ expressaram solidariedade às vítimas e afirmaram ter tomados todas as providências legais e administrativas. Quem são as vítimas Juízes Fábio Francisco Esteves e Franciele Pereira do Nascimento foram vítimas de racismo durante transmissão. TJ-PR/Redes sociais Franciele Pereira do Nascimento é natural de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Ela estudou em escolas públicas, cursou graduação e mestrado na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e foi promovida a juíza de Direito em 2024. Em 2025, ela falou em entrevista ao TJ-PR sobre as dificuldades de acesso de mulheres pretas à magistratura, a ausência de redes de apoio e a falta de referências em posições similares. Fábio Francisco Esteves nasceu no interior do Mato Grosso do Sul, formou-se em Direito pela Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) e assumiu a magistratura em 2007. Em 2019, o juiz deu uma entrevista ao g1 em que contou ter dormido na escola, quando criança, para conseguir estudar diante de um cenário com condições adversas. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.